Quando aquilo que é escrito tem a força de um trovão e o impacto de um relâmpago, até estremeço.
Como posso não abalar com palavras e frases que me empurram para um mundo de fantasia?
“Não consigo viver sem ti!”
“Adoro-te”
“És a razão de eu sorrir”
“Adormeço e acordo a pensar em ti”
“És tudo aquilo que sempre desejei”
“Fazes parte de um sonho, de tudo aquilo que sempre quis ter”
“Dava a minha vida para não te ver assim” (só porque naquele dia, as coisas não me corriam bem)
“Fizeste-me sentir especial…sonhar dias sem fim…sorrir sem motivo”
“Sinto que me roubaram o que demais importante tinha na vida”
“ Vou sonhar contigo e imaginar um mundo só nosso”
“Já tenho saudades, muitas, muitas, muitas. Tudo o que mais queria era estar contigo”
“Gosto muito de ti…Mesmo longe, fazes-me sentir que viver é um sonho…e fazes-me sorrir…Como se fosses tudo o que existe”
“Queres ter-me todo só para ti? O meu corpo como se fosse um escravo do teu…”
“És uma mulher completa”
“Um beijinho grande, grande, daqueles muito muito bons… só nossos… Adoro-te”
“Adoro estar contigo. Essa é a minha verdade, não quero saber do futuro!”
“É muito bom estar contigo… é tudo tão perfeito! Parece que vivemos num mundo à parte, quando estamos juntos. Não precisamos de mais nada!”
Tentei não acreditar. Forcei-me a não aceitar que isto poderia ser possível. Lutei para não me envolver.
No fim, acabei por acreditar, por aceitar e baixar as armas.
Era tão bom ouvir estas palavras…sobretudo, porque nunca ninguém as tinha dito a mim…Apenas julgava existirem nos filmes de Hollywood…
E agora, de uma hora para outra, literalmente, sem mais nem porquê, e juro que é mesmo verdade, o silêncio instalou-se… Abrupto, cruel e teimoso.Não sei o que aconteceu. Nada me é explicado. Apenas me é imposta a ausência de esclarecimentos...
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Ser a "Outra"
Também tenho o meu lado negro da Lua.
Deixei-me envolver numa história menos aceite... Envolvi-me com alguém que já tinha um compromisso. Fui a outra... e fui contra todos os meus princípios.
Afinal, lesamos terceiros que, muitas vezes, desconhecem por completo a "nossa" existência.
Fui levada pelas emoções e por toda a envolvência que foi crescendo ao longo destes meses. Sabia, à partida, que não passaria de uma aventura, e por isso, mais condenável é a minha atitude. Sinto-me culpada e não vejo a minha absolvição.
Sou a ré deste enredo, que mesmo não se tratando de culpa, é um mau-estar grande partilhado com ele...
Ontem tivemos uma noite inesquecível. Só nós contamos. O nosso egoísmo abraçou-nos e deambulou connosco nas horas em que nos dávamos.
Hoje, a dor da traição caiu sobre as nossas consciências. e afastou-nos para sempre. Eu sei que esse seria o caminho esperado, mas quando confrontada com a evidência, quis fugir e por momentos adormecer deste emaranhado em que se tornou a minha vida.
Como posso esquecer os "ontens" acumulados, quando hoje ainda o meu corpo reclama a presença dele? É mais do que atracção de uma "one night stand", é mais do que sexo fortuito, é mais do que um momento de prazer. Para mim é pele, é desejo, é intensidade, é paixão, é até admiração...
O meu corpo ainda hoje sente os efeitos da nossa noite. Tenho as dores consequentes de movimentos compassados e harmoniosos, que nos fizeram transpôr muito para além do instante. Tenho as dores da tensão que só agora parece querer sumir... e a acrescentar tenho a dor da alma, fruto de uma despedida, que eu desconhecia que fosse.
Não consigo distanciar-me o suficiente para perceber que um Adeus tem que ser acompanhado de uma mudança radical, com a desculpa de que é melhor para os dois... atrevo-me então a dizer, que nesse pressuposto será melhor para os três...
Não devia ter deixado isto acontecer. Não devia ter aceite este papel, não devia deixar que ele sofresse. Sim, porque ele está a sofrer, e eu não suporto vê-lo assim. Envergonhado consigo mesmo.
Foi horrível ouvi-lo dizer que lhe apetecia chorar...
Não devia ter sido cúmplice desta traição, porque mesmo não a conhecendo ela não merece. Ninguém merece...
Julgava eu que estava tudo controlado, que eu iria conseguir sobreviver a isto, sem mágoas e sem complexos. Estava tão enganada!!! Nunca controlei nada. Brinquei com os meus sentimentos, e fui fortemente surpreendida. Deixá-lo ir é a solução, mas neste momento, em que me encontro vazia, quem me dera não ser essa a opção.
Deixei-me envolver numa história menos aceite... Envolvi-me com alguém que já tinha um compromisso. Fui a outra... e fui contra todos os meus princípios.
Afinal, lesamos terceiros que, muitas vezes, desconhecem por completo a "nossa" existência.
Fui levada pelas emoções e por toda a envolvência que foi crescendo ao longo destes meses. Sabia, à partida, que não passaria de uma aventura, e por isso, mais condenável é a minha atitude. Sinto-me culpada e não vejo a minha absolvição.
Sou a ré deste enredo, que mesmo não se tratando de culpa, é um mau-estar grande partilhado com ele...
Ontem tivemos uma noite inesquecível. Só nós contamos. O nosso egoísmo abraçou-nos e deambulou connosco nas horas em que nos dávamos.
Hoje, a dor da traição caiu sobre as nossas consciências. e afastou-nos para sempre. Eu sei que esse seria o caminho esperado, mas quando confrontada com a evidência, quis fugir e por momentos adormecer deste emaranhado em que se tornou a minha vida.
Como posso esquecer os "ontens" acumulados, quando hoje ainda o meu corpo reclama a presença dele? É mais do que atracção de uma "one night stand", é mais do que sexo fortuito, é mais do que um momento de prazer. Para mim é pele, é desejo, é intensidade, é paixão, é até admiração...
O meu corpo ainda hoje sente os efeitos da nossa noite. Tenho as dores consequentes de movimentos compassados e harmoniosos, que nos fizeram transpôr muito para além do instante. Tenho as dores da tensão que só agora parece querer sumir... e a acrescentar tenho a dor da alma, fruto de uma despedida, que eu desconhecia que fosse.
Não consigo distanciar-me o suficiente para perceber que um Adeus tem que ser acompanhado de uma mudança radical, com a desculpa de que é melhor para os dois... atrevo-me então a dizer, que nesse pressuposto será melhor para os três...
Não devia ter deixado isto acontecer. Não devia ter aceite este papel, não devia deixar que ele sofresse. Sim, porque ele está a sofrer, e eu não suporto vê-lo assim. Envergonhado consigo mesmo.
Foi horrível ouvi-lo dizer que lhe apetecia chorar...
Não devia ter sido cúmplice desta traição, porque mesmo não a conhecendo ela não merece. Ninguém merece...
Julgava eu que estava tudo controlado, que eu iria conseguir sobreviver a isto, sem mágoas e sem complexos. Estava tão enganada!!! Nunca controlei nada. Brinquei com os meus sentimentos, e fui fortemente surpreendida. Deixá-lo ir é a solução, mas neste momento, em que me encontro vazia, quem me dera não ser essa a opção.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O que fica depois do Amor
O que é que fica depois do Amor?
Fica a amizade; o rancor; a tristeza; o vazio; o ódio; a lembrança terna; as memórias vãs; a descrença; a força; a sabedoria...?!
Pode ficar um sem número de sentimentos isolados, ou simplesmente misturados, como que a uma receita cujos ingredientes se vão acumulando, e algumas vezes nem percebemos o seu paladar. Tentando distinguir se estes ingredientes não serão afinal apenas distinguidos em momentos diferentes.
E do sabor, pode ficar o amargo de uma vitória inesperada ou o doce consolo de uma despedida.
Depois do Amor ficamos assim, naufragados em inúmeras perplexidades. Saber que se trata de um fim, mas que este é o pronúncio de algo que ainda está para vir. Algo que se anseia, colhendo o que de melhor temos, o que de melhor somos. Algo em que depositamos as nossas esperanças, a nossa garra, a nossa fome de voltar a amar.
Depois do Amor, queremos mais. Mesmo que não o entendamos dessa maneira, queremos voltar a cair, voltar a sorrir, voltar a beber daqueles lábios que nos transportam para lá da sombra; queremos voltar a mergulhar naquele olhar que é só nosso; queremos pura e simplesmente perdermo-nos naqueles braços que nos sufocam e nos amarrotam o corpo, por entre suor e força da paixão; queremos partilhar aquele silêncio que nos intimida e nos torna únicos; queremos dissolver os sentimentos em lágrimas e gritos de alegria; queremos mostrarmo-nos nús de preconceitos e de mitos; queremo-nos despir de máscaras que nos perseguem na rotina; queremos ser nós próprios e que olhem para nós como especiais, nem que por breves segundos; queremos gargalhar e sorrir de desejo; queremos segredar as nossas fantasias; queremos rebolar na montanha russa dos sentidos; queremos isto tudo, e tantas, tantas outras coisas... mesmo que o desfecho seja penoso, doloroso... sabemos que há solução...
Depois do Amor, como posso virar costas a isto tudo?! Mesmo sobressaltada entre interrogações e desespero de ausência de respostas, com medo de não saber o que é o devir, não quero nem posso desistir daquilo que me prende a toda esta encenação que não é mais do que uma página da minha vida. Quero escrever e reescrever mil vezes que depois do Amor, há sempre outro Amor para ser espelhado em mim.
Amo o que foi e hei-de amar o que representou para mim.
Mas está na hora de virar e perceber qual o caminho a percorrer neste labirinto de opções que não se esgotam.
Quero perder-me novamente no aconchego de um mermúrio dito ao ouvido...
Fica a amizade; o rancor; a tristeza; o vazio; o ódio; a lembrança terna; as memórias vãs; a descrença; a força; a sabedoria...?!
Pode ficar um sem número de sentimentos isolados, ou simplesmente misturados, como que a uma receita cujos ingredientes se vão acumulando, e algumas vezes nem percebemos o seu paladar. Tentando distinguir se estes ingredientes não serão afinal apenas distinguidos em momentos diferentes.
E do sabor, pode ficar o amargo de uma vitória inesperada ou o doce consolo de uma despedida.
Depois do Amor ficamos assim, naufragados em inúmeras perplexidades. Saber que se trata de um fim, mas que este é o pronúncio de algo que ainda está para vir. Algo que se anseia, colhendo o que de melhor temos, o que de melhor somos. Algo em que depositamos as nossas esperanças, a nossa garra, a nossa fome de voltar a amar.
Depois do Amor, queremos mais. Mesmo que não o entendamos dessa maneira, queremos voltar a cair, voltar a sorrir, voltar a beber daqueles lábios que nos transportam para lá da sombra; queremos voltar a mergulhar naquele olhar que é só nosso; queremos pura e simplesmente perdermo-nos naqueles braços que nos sufocam e nos amarrotam o corpo, por entre suor e força da paixão; queremos partilhar aquele silêncio que nos intimida e nos torna únicos; queremos dissolver os sentimentos em lágrimas e gritos de alegria; queremos mostrarmo-nos nús de preconceitos e de mitos; queremo-nos despir de máscaras que nos perseguem na rotina; queremos ser nós próprios e que olhem para nós como especiais, nem que por breves segundos; queremos gargalhar e sorrir de desejo; queremos segredar as nossas fantasias; queremos rebolar na montanha russa dos sentidos; queremos isto tudo, e tantas, tantas outras coisas... mesmo que o desfecho seja penoso, doloroso... sabemos que há solução...
Depois do Amor, como posso virar costas a isto tudo?! Mesmo sobressaltada entre interrogações e desespero de ausência de respostas, com medo de não saber o que é o devir, não quero nem posso desistir daquilo que me prende a toda esta encenação que não é mais do que uma página da minha vida. Quero escrever e reescrever mil vezes que depois do Amor, há sempre outro Amor para ser espelhado em mim.
Amo o que foi e hei-de amar o que representou para mim.
Mas está na hora de virar e perceber qual o caminho a percorrer neste labirinto de opções que não se esgotam.
Quero perder-me novamente no aconchego de um mermúrio dito ao ouvido...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Beleza a quanto obrigas
Porque é tão importante a beleza no seu sentido mais efémero? Porque é que nos deixamos mergulhar nas aparências, e só depois nos preocupamos em agrupar as qualidades por categorias, mais ou menos elaboradas?
Dou por mim a pensar que aspecto gostaria de ter. Porque não sou mais alta, mais loura, com mais curvas? Porque não tenho os olhos azuis, porque é que as minhas pernas não fazem inveja à "Tina Turner", porque é que a minha boca não se assemelha à da Angelina Jolie, e o meu corpo não é o da Giselle Bunchen?
Vivemos muito dependentes daquilo que parecemos, mais do que aquilo que somos.
Eu própria, rendo-me às evidências. Se conheço alguém pela primeira vez, que não num contexto profissional, reparo em tudo. Desde o sapatinho até ao penteado. E quando a pessoa até é simpática, óptimo! Mas o primeiro impacto é a sua presença... e depois o que vier mais tarde, desde que seja bom, "é lucro".
Embora não seja éticamente correcto, é isso que acontece. Está provado cientificamente que o aspecto conta, e que é dele que nascem as primeiras relações interpessoais. Inclusivamente, num estudo feito com bébes, onde lhes foram mostradas fotos com pessoas ditas "bonitas" e pessoas, cujo esteriótipo as conota como "feias", estes revelaram reacções menos positivas quando apresentados ao segundo estímulo (chorar, desviar o olhar...).
Será que desde sempre estamos "programados" a descriminar quem não reúne todos os requisitos da beleza "normativa"?
Não sou técnica em genética, nem nada que se pareça, mas poderá estar o resultado deste estudo (dos bébes) directa ou indirectamente ligado ao que definimos como os bons genes e os maus genes? Sabemos que no mundo animal, o pavão com a melhor penugem é o escolhido pelas fêmeas para acasalar, e assim por diante...
Andamos nós à procura daquele "pavão" porque acreditamos que será melhor para a espécie?
Não me parece. Até porque nem todos gostamos do "amarelo". Por isso a diversidade é tanta que é possível nos permitirmos a ter um leque opcional muitíssimo vasto. E o ser normal nos dias de hoje, pode não querer dizer nada... pode apenas ser um passo para nos dirigirmos a um spa ou a uma clínica e pedir que nos façam um milagre e nos transformem num ícone de atracção. Mas ninguém nos pode garantir que será isso que fará de nós pessoas mais felizes.
Dou por mim a pensar que aspecto gostaria de ter. Porque não sou mais alta, mais loura, com mais curvas? Porque não tenho os olhos azuis, porque é que as minhas pernas não fazem inveja à "Tina Turner", porque é que a minha boca não se assemelha à da Angelina Jolie, e o meu corpo não é o da Giselle Bunchen?
Vivemos muito dependentes daquilo que parecemos, mais do que aquilo que somos.
Eu própria, rendo-me às evidências. Se conheço alguém pela primeira vez, que não num contexto profissional, reparo em tudo. Desde o sapatinho até ao penteado. E quando a pessoa até é simpática, óptimo! Mas o primeiro impacto é a sua presença... e depois o que vier mais tarde, desde que seja bom, "é lucro".
Embora não seja éticamente correcto, é isso que acontece. Está provado cientificamente que o aspecto conta, e que é dele que nascem as primeiras relações interpessoais. Inclusivamente, num estudo feito com bébes, onde lhes foram mostradas fotos com pessoas ditas "bonitas" e pessoas, cujo esteriótipo as conota como "feias", estes revelaram reacções menos positivas quando apresentados ao segundo estímulo (chorar, desviar o olhar...).
Será que desde sempre estamos "programados" a descriminar quem não reúne todos os requisitos da beleza "normativa"?
Não sou técnica em genética, nem nada que se pareça, mas poderá estar o resultado deste estudo (dos bébes) directa ou indirectamente ligado ao que definimos como os bons genes e os maus genes? Sabemos que no mundo animal, o pavão com a melhor penugem é o escolhido pelas fêmeas para acasalar, e assim por diante...
Andamos nós à procura daquele "pavão" porque acreditamos que será melhor para a espécie?
Não me parece. Até porque nem todos gostamos do "amarelo". Por isso a diversidade é tanta que é possível nos permitirmos a ter um leque opcional muitíssimo vasto. E o ser normal nos dias de hoje, pode não querer dizer nada... pode apenas ser um passo para nos dirigirmos a um spa ou a uma clínica e pedir que nos façam um milagre e nos transformem num ícone de atracção. Mas ninguém nos pode garantir que será isso que fará de nós pessoas mais felizes.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Dia dos "Namorados" e dos "Encalhados"
Fui à procura de como é que o "Dia dos Namorados" surgiu, e facilmente encontrei na Wikipédia a seguinte definição:
"São Valentim ou Saint Valentinus é um santo católico.
Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos no seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.
No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. O seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas, que jogaram mensagens ao bispo, estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro, e a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram por se apaixonar e milagrosamente Asterius recuperou a visão.
(Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.)."
Não obstante toda esta lenda, e quer se acredite ou não, é uma história que nos faz viajar no tempo e quem sabe transportar-nos até à importância de celebrarmos o Amor.
Mas aos dias de hoje - não que o S. Valentim esteja em desuso - cada vez mais é uma obrigação, que passa não raras vezes pelo consumismo barato e sem intenção. Arrisco-me mesmo a dizer, que se tornou absolutamente piroso namorar neste dia. Nunca o comemorei como se fosse o objectivo único.
Talvez por isso não o saiba apreciar com a mesma vivacidade que alguns dos meus amigos o revelam. Embora, há precisamente 1 ano, me tenha sido oferecido nesta data uma pulseira exactamente igual à do meu namorado, para assim firmarmos perante os demais que nos pertenciamos (feita por ele... sujeitou-se a que eu tivesse brincado com a sua intenção menos viril...) e uma viagem a Paris.
Confesso, que ao fim de um a dois meses a pulseira ficou presa algures e partiu-se e a viagem a Paris, ficou para outra altura... O que contou foi mesmo a intenção, mas acreditem que teria tido exactamente o mesmo valor se os presentes me tivessem sido dados num outro dia qualquer. Ele foi um amor... mas não por ser o dia dos namorados...
Numa relação, e como habitualmente me habituei a projectar em alguns sensos comuns, faz-me sentido que a tratemos como a uma planta que precisa de ser regada. E portanto, que não seja apenas num único dia do Ano que nos lembremos que a nossa cara-metade existe: "E já agora deixa cá comprar um "bonbonzito" para a animar...".
Que estes momentos sejam brindados, não direi todos os dias, mas com a frequência suficiente para que nos satisfaça, e que quem nos ama sinta (de verdade) que vale a pena.
Hoje, cheguei mesmo a reparar que havia quem corresse para as lojas, ou abdicasse do almoço com os seus amigos, para ir comprar o presente que assinala o dia. Na minha humilde, ou mesmo pretenciosa, opinião prefiro 1000 vezes preparar um jantar trés chic (sim, porque os restaurantes neste dia estão um horror) e uma noite que seja inesquecível, e repetir vezes sem conta estes delírios, para assim ir apimentando cada vez mais o estarmos juntos.
Na outra face da moeda, este dia passou também a ser dedicado aos "encalhados". Nos tempos que correm, e com a vida agitada de um Sec. XXI quase que "inesperado", em que vivemos muito centrados nas nossas carreiras, nos amigos, na casa nova, no cão, nas viagens... e pouco tempo temos a dedicar a uma relação, ou porque ainda não encontramos quem nos faça o clic, ou simplesmente não temos jeito para a coisa, ou mesmo porque não dá, há uma série de preconceitos ainda direccionados para quem não tem "namorado/a", "noivo/a", "marido/mulher".
- "Então o que é que vais fazer hoje?"
- "É um dia chato, não é? Ficas bem, hoje à noite?"
Os "encalhados" são bombardeados com perguntas indiscretas, mas ao mesmo tempo absolutamente inadequadas e despropositadas. Não admira, que quando fazemos uma ligeira pesquisa na Net, haja um sem número de blogs, sites sobre esta "classe". Vi inclusivamente ontem no jornal um anúncio de um restaurante que fazia um programa de jantar e animação para o grupo de "encalhados".
Não me parece mal que já haja este tipo de iniciativas, até para desdramatizar o facto de haver solteiros. Claro que cada um de nós gosta de uns miminhos, de um telefonema, de um jantar intimo, de um programinha a dois, etc, etc, etc. É também giro poder brincar com os cartões de promessas eternas e mensagens que não passam de intenções mas que elevam o nosso sentimento ao expoente máximo. Mas daí a ser um sufoco ter "Sol." no B.I. e depois ainda vir um 14 de Fevereiro às cavalitas, qual bobo da corte, não há pachorra!!!
Por isso vamos lá namorar muito, durante o ano todo, quer tenhamos uma relação tipificada, quer sejamos "encalhados".
Como diria hoje um amigo meu: "Mais vale encalhado solteiro e poder navegar feliz, do que ser encalhado numa relação que não me leva a lado nenhum!"
"São Valentim ou Saint Valentinus é um santo católico.
Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos no seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.
No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. O seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas, que jogaram mensagens ao bispo, estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro, e a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram por se apaixonar e milagrosamente Asterius recuperou a visão.
(Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.)."
Não obstante toda esta lenda, e quer se acredite ou não, é uma história que nos faz viajar no tempo e quem sabe transportar-nos até à importância de celebrarmos o Amor.
Mas aos dias de hoje - não que o S. Valentim esteja em desuso - cada vez mais é uma obrigação, que passa não raras vezes pelo consumismo barato e sem intenção. Arrisco-me mesmo a dizer, que se tornou absolutamente piroso namorar neste dia. Nunca o comemorei como se fosse o objectivo único.
Talvez por isso não o saiba apreciar com a mesma vivacidade que alguns dos meus amigos o revelam. Embora, há precisamente 1 ano, me tenha sido oferecido nesta data uma pulseira exactamente igual à do meu namorado, para assim firmarmos perante os demais que nos pertenciamos (feita por ele... sujeitou-se a que eu tivesse brincado com a sua intenção menos viril...) e uma viagem a Paris.
Confesso, que ao fim de um a dois meses a pulseira ficou presa algures e partiu-se e a viagem a Paris, ficou para outra altura... O que contou foi mesmo a intenção, mas acreditem que teria tido exactamente o mesmo valor se os presentes me tivessem sido dados num outro dia qualquer. Ele foi um amor... mas não por ser o dia dos namorados...
Numa relação, e como habitualmente me habituei a projectar em alguns sensos comuns, faz-me sentido que a tratemos como a uma planta que precisa de ser regada. E portanto, que não seja apenas num único dia do Ano que nos lembremos que a nossa cara-metade existe: "E já agora deixa cá comprar um "bonbonzito" para a animar...".
Que estes momentos sejam brindados, não direi todos os dias, mas com a frequência suficiente para que nos satisfaça, e que quem nos ama sinta (de verdade) que vale a pena.
Hoje, cheguei mesmo a reparar que havia quem corresse para as lojas, ou abdicasse do almoço com os seus amigos, para ir comprar o presente que assinala o dia. Na minha humilde, ou mesmo pretenciosa, opinião prefiro 1000 vezes preparar um jantar trés chic (sim, porque os restaurantes neste dia estão um horror) e uma noite que seja inesquecível, e repetir vezes sem conta estes delírios, para assim ir apimentando cada vez mais o estarmos juntos.
Na outra face da moeda, este dia passou também a ser dedicado aos "encalhados". Nos tempos que correm, e com a vida agitada de um Sec. XXI quase que "inesperado", em que vivemos muito centrados nas nossas carreiras, nos amigos, na casa nova, no cão, nas viagens... e pouco tempo temos a dedicar a uma relação, ou porque ainda não encontramos quem nos faça o clic, ou simplesmente não temos jeito para a coisa, ou mesmo porque não dá, há uma série de preconceitos ainda direccionados para quem não tem "namorado/a", "noivo/a", "marido/mulher".
- "Então o que é que vais fazer hoje?"
- "É um dia chato, não é? Ficas bem, hoje à noite?"
Os "encalhados" são bombardeados com perguntas indiscretas, mas ao mesmo tempo absolutamente inadequadas e despropositadas. Não admira, que quando fazemos uma ligeira pesquisa na Net, haja um sem número de blogs, sites sobre esta "classe". Vi inclusivamente ontem no jornal um anúncio de um restaurante que fazia um programa de jantar e animação para o grupo de "encalhados".
Não me parece mal que já haja este tipo de iniciativas, até para desdramatizar o facto de haver solteiros. Claro que cada um de nós gosta de uns miminhos, de um telefonema, de um jantar intimo, de um programinha a dois, etc, etc, etc. É também giro poder brincar com os cartões de promessas eternas e mensagens que não passam de intenções mas que elevam o nosso sentimento ao expoente máximo. Mas daí a ser um sufoco ter "Sol." no B.I. e depois ainda vir um 14 de Fevereiro às cavalitas, qual bobo da corte, não há pachorra!!!
Por isso vamos lá namorar muito, durante o ano todo, quer tenhamos uma relação tipificada, quer sejamos "encalhados".
Como diria hoje um amigo meu: "Mais vale encalhado solteiro e poder navegar feliz, do que ser encalhado numa relação que não me leva a lado nenhum!"
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Desejo-te tanto
Desejo-te tanto, que todos os segundos, minutos e horas do meu dia estão ocupados a pesquisar o teu nome.
Desejo-te tanto, que apenas me perco a relembrar cada gesto que me levou até aos teus braços. Fico paralisada com a memória viva de sentir o teu cheiro, as tuas mãos, o teu corpo.
Desejo-te tanto, que até os assuntos banais são como dádivas que partilhas comigo. A fotografia, a dor, a culpa, o desconforto, o quotidiano...
Desejo-te tanto, que anseio que cada toque de telefone seja o teu, que cada sinal do destino nos faça reencontrar outra vez.
Desejo-te tanto, que gostava que o relógio tivesse parado, ali. Naquele preciso momento em que apenas nós estavamos presentes, e nos encontramos com a mesma intensidade e poder. Naquele momento, em que fomos um do outro, e que o pensamento não interferiu. Apenas o prazer estava lá para testemunhar que nos pertenciamos.
Desejo-te tanto, que tive medo da distância que se colocou à nossa frente e nos separou com um simples "adeus". Que fez com que eu adormecesse fria e perdida e que o sol que se fez sentir no dia seguinte, apenas aquecesse a paisagem.
O vento percorreu toda a minha existência, mas não conseguiu varrer as lágrimas que se apoderarm do meu rosto. Uma e outra teimavam a cair para o infinito. Cada uma a representar um pequeno "ai".
Desejo-te tanto, que não consigo aceitar com leveza esta partida.
Como vou fazer se não tiver o teu cuidado, a tua atenção, a tua sedução? Como vou fazer para sobreviver aos teus olhares já despreocupados, aos teus impulsos controlados?
Vou fingir que também eu não quero saber. Vou defraudar todos os meus valores e fazer acreditar os demais que é mesmo assim...
Desejo-te tanto, que percebo que te tenhas que ir embora, e apoio a tua decisão. Mas lá dentro, bem no fundo, desejo que recues e voltes para mim, para aquele instante e aquele momento de intensa paixão.
Desejo-te tanto, que apenas me perco a relembrar cada gesto que me levou até aos teus braços. Fico paralisada com a memória viva de sentir o teu cheiro, as tuas mãos, o teu corpo.
Desejo-te tanto, que até os assuntos banais são como dádivas que partilhas comigo. A fotografia, a dor, a culpa, o desconforto, o quotidiano...
Desejo-te tanto, que anseio que cada toque de telefone seja o teu, que cada sinal do destino nos faça reencontrar outra vez.
Desejo-te tanto, que gostava que o relógio tivesse parado, ali. Naquele preciso momento em que apenas nós estavamos presentes, e nos encontramos com a mesma intensidade e poder. Naquele momento, em que fomos um do outro, e que o pensamento não interferiu. Apenas o prazer estava lá para testemunhar que nos pertenciamos.
Desejo-te tanto, que tive medo da distância que se colocou à nossa frente e nos separou com um simples "adeus". Que fez com que eu adormecesse fria e perdida e que o sol que se fez sentir no dia seguinte, apenas aquecesse a paisagem.
O vento percorreu toda a minha existência, mas não conseguiu varrer as lágrimas que se apoderarm do meu rosto. Uma e outra teimavam a cair para o infinito. Cada uma a representar um pequeno "ai".
Desejo-te tanto, que não consigo aceitar com leveza esta partida.
Como vou fazer se não tiver o teu cuidado, a tua atenção, a tua sedução? Como vou fazer para sobreviver aos teus olhares já despreocupados, aos teus impulsos controlados?
Vou fingir que também eu não quero saber. Vou defraudar todos os meus valores e fazer acreditar os demais que é mesmo assim...
Desejo-te tanto, que percebo que te tenhas que ir embora, e apoio a tua decisão. Mas lá dentro, bem no fundo, desejo que recues e voltes para mim, para aquele instante e aquele momento de intensa paixão.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
"Esta consciência, que faz de todos nós covardes" William Shakespeare
Parece-me que depois de alguma pesquisa, do que é isto de "arriscar", me rendo às palavras de William Skakespeare: "As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
Este é de facto o grande senão daquilo a que chamamos o racionalizar o óbvio, ou o dar sentido a algo que em si é mais profundo, como os nossos sentidos.
Ao longo dos tempos, cada um de nós tem por teimosia, ou simplesmente por medo, recuado em decisões e em escolhas. Passamos a vida a pensar se isto ou aquilo é correcto, se este ou aquele passo nos dará uma melhor condição (pessoal ou profissional), se aquela expressão deveria ser usada ou não.
Escondemo-nos, não raras vezes, por detrás das usuais convenções e descrições sociais, e por detrás do aclamado "políticamente correcto". Na verdade, talvez não se trate de esconder, mas sim de pedir asilo e refúgio, a estes parâmetros já tão bem definidos e que não ousamos questionar, para, até nós próprios, não ficarmos chocados com a conclusão.
É certo que temos que obedecer a regras. Faz parte de uma sociedade democrática, faz, inclusivamente, parte da forma como nos compomos e faz parte da democracia que temos que ter presente nas nossas relações com o outro. E é precisamente do "outro" que me surgem as reticências.
E se nós até nos aventurarmos de cabeça, será que o outro estará lá para nos receber?! A resposta a isto é: Depende... Pode ser que sim, e pode ser que não.
Mas valerá a pena, mesmo assim, intentar para o incerto? A resposta a isto, também podería ser Depende. Mas julgo que aí não estariamos muito cientes do passo seguinte.
Se o resultado for em consonância com as nossas expectativas, óptimo. Se, pelo contrário, for desastroso, nada como, depois de um curativo, levantar a cabeça e seguir em frente, não trazendo na bagagem quaisquer tipo de interrogações inconvenientes. Se mesmo assim persistir a dúvida do porque é que não deu certo, que tal simplificar a coisa, e interiorizar que não deu certo porque o "outro" não quis!!!
"É enfrentando as dificuldades que você fica forte. É superando seus limites que você cresce. É resolvendo problemas que você desenvolve a maturidade. É desafiando o perigo que você descobre a coragem. Arrisque e descobrirá como as pessoas crescem quando exigem mais de si próprias.” Roberto Shinyashiki
Tudo isto faz-me mesmo muito sentido. A vida não é assim tão complicada...
Biel Migotto disse qualquer coisa como isto: "(...) Se viver é um risco que seja um risco lembrado, porque quem vive sem riscos só lamenta o passado e esquece-se de como é bom arriscar, tentar, mudar, enfim, viver, viver mudando o destino, as horas e os pensamentos."
Arriscar é tentar mudar para melhor. E que coisa melhor do que querermos ser mais felizes, mesmo quando aquilo em que arriscamos é para o benefício de terceiros?! O arriscar desta maneira, é também o lembrarmo-nos que a nossa existência tem um propósito muito maior.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento". Clarice Lispector
Este é de facto o grande senão daquilo a que chamamos o racionalizar o óbvio, ou o dar sentido a algo que em si é mais profundo, como os nossos sentidos.
Ao longo dos tempos, cada um de nós tem por teimosia, ou simplesmente por medo, recuado em decisões e em escolhas. Passamos a vida a pensar se isto ou aquilo é correcto, se este ou aquele passo nos dará uma melhor condição (pessoal ou profissional), se aquela expressão deveria ser usada ou não.
Escondemo-nos, não raras vezes, por detrás das usuais convenções e descrições sociais, e por detrás do aclamado "políticamente correcto". Na verdade, talvez não se trate de esconder, mas sim de pedir asilo e refúgio, a estes parâmetros já tão bem definidos e que não ousamos questionar, para, até nós próprios, não ficarmos chocados com a conclusão.
É certo que temos que obedecer a regras. Faz parte de uma sociedade democrática, faz, inclusivamente, parte da forma como nos compomos e faz parte da democracia que temos que ter presente nas nossas relações com o outro. E é precisamente do "outro" que me surgem as reticências.
E se nós até nos aventurarmos de cabeça, será que o outro estará lá para nos receber?! A resposta a isto é: Depende... Pode ser que sim, e pode ser que não.
Mas valerá a pena, mesmo assim, intentar para o incerto? A resposta a isto, também podería ser Depende. Mas julgo que aí não estariamos muito cientes do passo seguinte.
Se o resultado for em consonância com as nossas expectativas, óptimo. Se, pelo contrário, for desastroso, nada como, depois de um curativo, levantar a cabeça e seguir em frente, não trazendo na bagagem quaisquer tipo de interrogações inconvenientes. Se mesmo assim persistir a dúvida do porque é que não deu certo, que tal simplificar a coisa, e interiorizar que não deu certo porque o "outro" não quis!!!
"É enfrentando as dificuldades que você fica forte. É superando seus limites que você cresce. É resolvendo problemas que você desenvolve a maturidade. É desafiando o perigo que você descobre a coragem. Arrisque e descobrirá como as pessoas crescem quando exigem mais de si próprias.” Roberto Shinyashiki
Tudo isto faz-me mesmo muito sentido. A vida não é assim tão complicada...
Biel Migotto disse qualquer coisa como isto: "(...) Se viver é um risco que seja um risco lembrado, porque quem vive sem riscos só lamenta o passado e esquece-se de como é bom arriscar, tentar, mudar, enfim, viver, viver mudando o destino, as horas e os pensamentos."
Arriscar é tentar mudar para melhor. E que coisa melhor do que querermos ser mais felizes, mesmo quando aquilo em que arriscamos é para o benefício de terceiros?! O arriscar desta maneira, é também o lembrarmo-nos que a nossa existência tem um propósito muito maior.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento". Clarice Lispector
domingo, 20 de janeiro de 2008
Quase
Se há coisa que me atormenta são so "quases" da vida.
Quase que seguimos aquela profissão que tanto queriamos; quase que conhecemos aquelas pessoas que poderiam fazer toda a diferença num qualquer momento; quase que fizemos aquela viagem; quase que comprámos uma qualquer coisa banal... Quase, quase, quase...
Sempre produtos inacabados, sempre uma má gestão das expectativas. Quando procurei saber melhor o que é isso da "Gestão de Expectativas", sou confrontada com frases elaboradas, do tipo "um nível inadequado de expectativas (...) pode trazer graves consequências nos objectivos".
Tentando, levianamente interpretar o que isto pode querer dizer, num contexto pessoal, é aplicando ao ditado popular: "quanto mais alto se sobe, maior é a queda"!
Mas aborrece-me que linearmnte, eu faça este tipo de leitura.
Não me parece nada bem, que em última instância, eu me prefira sentar à luz do "não-se-passa-nada", para não sofrer as consequências; ao invés do subir "os" degrauzinhos, porque acredito que vou chegar ao topo - e depois, porque o cansaço é muito, a caminhada ficar a meio. Dizendo com um ar, meio desiludido: "Estava quase..."
Estes degraus, não são mais do que os passos que nós damos na vida para irmos alcançando as nossas pequenas vitórias. Se há uns que nos passam despercebidos, outros, porém, parecem não ter fim. E a esses costumamos dar um valor imenso, e esquecemos que aqueles que até não foram os que mais nos custaram, provavelmente são aqueles que nos ajudam a manter o equilíbio e a estabilidade necessária para continuar a incursão.
Mas mesmo assim, que maçada que é quando ficamos no impasse.
Parece-me que faz parte da nossa natureza lutarmos sempre por qualquer coisa, mesmo que dela não saibamos o seu retorno, ou lhe tenhamos atribuído o seu real valor. Lutamos, porque queremos que o nosso Ego fique mais forte, e quando chega a vitória, como que uma gota de soberba, brindamos aquele sucesso.
Faz sentido! Sobretudo quando tem a ver com aquilo que nos faz feliz. Mas perde significado, quando afinal não racionalizamos assim tanto sobre aquela meta a atingir, e ao invés de fazer parte de nós, passa a fazer parte de um capricho camuflado.
Estes pequenos goals, às vezes estão tão enraizados na nossa maneira de estar na vida, que nem nos apercebemos o quanto estes nos podem ser prejudiciais. Por exemplo, quando pertencemos ao grupo de pessoas que só pensa em ter aquele carro XPTO e aquele relógio de elite... Não confundir com o q.b. de ambição necessária para melhorarmos a qualidade da nossa existência, enquanto por cá andarmos... Mas tudo aquilo que é feito com desproporção é de se questionar.
Também eu vou sendo sugada por algumas armadilhas que fazem com que o meu comportamento seja muitas vezes previsível. Faço tão mal a minha "gestão de expectativas" que acabo por me atropelar sem qualquer contenção. E depois não admira, que tenha uma infidável lista de "quases". É verdade, que alguns deles, como em tudo o resto, são circunstanciais, mas há que admiti-lo: outros tantos são da minha inteira responsabilidade.
Por isso, até costumo dizer que tenho bom perder. E acho que tenho mesmo... embora me doa até ao mais profundo oceano, quando a minha batalha, que mal começou, ficou a meio... ficou no quase.
Resta assim, tentar ler os sinais que nos vão sendo dados e melhorar a forma de conhecermos as nossas "motivações para que alguns efeitos conceptuais menos realistas não se sobreponham, criando expectativas que podem não favorecer as estratégias" que temos definidas para nos presentearmos com algo que nos vai encher a alma.
"A atitude mais realista conterá, certamente, uma boa dose de pensamento (..) e a devida precaução (...)" mesmo que esta seja baseada "unicamente em ideais, ou ancoradas num qualquer sonho de infância.
Enfim, o "quase" é por isso muito autoritário, mas se conseguirmos tirar partido daquilo que mesmo assim se conseguiu, já valeu a pena!
Quase que seguimos aquela profissão que tanto queriamos; quase que conhecemos aquelas pessoas que poderiam fazer toda a diferença num qualquer momento; quase que fizemos aquela viagem; quase que comprámos uma qualquer coisa banal... Quase, quase, quase...
Sempre produtos inacabados, sempre uma má gestão das expectativas. Quando procurei saber melhor o que é isso da "Gestão de Expectativas", sou confrontada com frases elaboradas, do tipo "um nível inadequado de expectativas (...) pode trazer graves consequências nos objectivos".
Tentando, levianamente interpretar o que isto pode querer dizer, num contexto pessoal, é aplicando ao ditado popular: "quanto mais alto se sobe, maior é a queda"!
Mas aborrece-me que linearmnte, eu faça este tipo de leitura.
Não me parece nada bem, que em última instância, eu me prefira sentar à luz do "não-se-passa-nada", para não sofrer as consequências; ao invés do subir "os" degrauzinhos, porque acredito que vou chegar ao topo - e depois, porque o cansaço é muito, a caminhada ficar a meio. Dizendo com um ar, meio desiludido: "Estava quase..."
Estes degraus, não são mais do que os passos que nós damos na vida para irmos alcançando as nossas pequenas vitórias. Se há uns que nos passam despercebidos, outros, porém, parecem não ter fim. E a esses costumamos dar um valor imenso, e esquecemos que aqueles que até não foram os que mais nos custaram, provavelmente são aqueles que nos ajudam a manter o equilíbio e a estabilidade necessária para continuar a incursão.
Mas mesmo assim, que maçada que é quando ficamos no impasse.
Parece-me que faz parte da nossa natureza lutarmos sempre por qualquer coisa, mesmo que dela não saibamos o seu retorno, ou lhe tenhamos atribuído o seu real valor. Lutamos, porque queremos que o nosso Ego fique mais forte, e quando chega a vitória, como que uma gota de soberba, brindamos aquele sucesso.
Faz sentido! Sobretudo quando tem a ver com aquilo que nos faz feliz. Mas perde significado, quando afinal não racionalizamos assim tanto sobre aquela meta a atingir, e ao invés de fazer parte de nós, passa a fazer parte de um capricho camuflado.
Estes pequenos goals, às vezes estão tão enraizados na nossa maneira de estar na vida, que nem nos apercebemos o quanto estes nos podem ser prejudiciais. Por exemplo, quando pertencemos ao grupo de pessoas que só pensa em ter aquele carro XPTO e aquele relógio de elite... Não confundir com o q.b. de ambição necessária para melhorarmos a qualidade da nossa existência, enquanto por cá andarmos... Mas tudo aquilo que é feito com desproporção é de se questionar.
Também eu vou sendo sugada por algumas armadilhas que fazem com que o meu comportamento seja muitas vezes previsível. Faço tão mal a minha "gestão de expectativas" que acabo por me atropelar sem qualquer contenção. E depois não admira, que tenha uma infidável lista de "quases". É verdade, que alguns deles, como em tudo o resto, são circunstanciais, mas há que admiti-lo: outros tantos são da minha inteira responsabilidade.
Por isso, até costumo dizer que tenho bom perder. E acho que tenho mesmo... embora me doa até ao mais profundo oceano, quando a minha batalha, que mal começou, ficou a meio... ficou no quase.
Resta assim, tentar ler os sinais que nos vão sendo dados e melhorar a forma de conhecermos as nossas "motivações para que alguns efeitos conceptuais menos realistas não se sobreponham, criando expectativas que podem não favorecer as estratégias" que temos definidas para nos presentearmos com algo que nos vai encher a alma.
"A atitude mais realista conterá, certamente, uma boa dose de pensamento (..) e a devida precaução (...)" mesmo que esta seja baseada "unicamente em ideais, ou ancoradas num qualquer sonho de infância.
Enfim, o "quase" é por isso muito autoritário, mas se conseguirmos tirar partido daquilo que mesmo assim se conseguiu, já valeu a pena!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Sexo virtual?!
De todo quero que estes apontamentos sejam retratos fieis da minha vida, mas não posso deixar de partilhar uma experiência pela qual passei, e que, numa outra conversa de café, seria praticamente impossível de eu me projectar nela.
Sempre me fez alguma confusão, aquelas pessoas que recorrem à net, em busca de Sexo. Não que eu seja daquelas do tipo "falsas puritanas", mas nunca equacionei que a net podería trazer alguma vantagem sobre esta matéria.
A procura de temas relacionados com sexo, pode ser em si muito entusiasmante. Quantas vezes já não dei por mim a questionar alguns conceitos, ou mesmo a ter dúvidas existenciais que facilmente conseguia aceder a uma qualquer resposta. Tantas outras, que só por uma curiosidade mórbida me perco em alguns blogues e invado a privacidade dos outros, bebendo algumas das suas mensagens.
No entanto, não é a isso que me refiro. Sem qualquer preconceito, falo daqueles, que procuram sites porno e de sexo explícito. Falo sobretudo daqueles que se disponibilizam a fazer sexo para uma webcam, ou simplesmente se querem satisfazer com uma conversa mais libidinosa.
O que é que leva alguns de nós a recorrer a este tipo de estímulo? Será que a nossa vida, em pleno século XXI, é tão preenchida e com um tão ritmo alucinante, que apenas nos permite a disfrutar do nosso corpo em tempo contado?
Será que a busca do prazer fácil, mais do que isso é um prazer rápido, como que uma tarefa que temos agendada para aquela hora em tal dia?
Será que não nos podemos permitir a degustar do toque com os outros, e temos que nos salvaguardar através da nossa capacidade de conhecermos o nosso corpo?
Será que já não confiamos a nossa intimidade à partilha de um espaço comum com alguém?
Ainda que me sobressaltem alguns porquês, e que admita que a resposta possa ser apenas a simplicidade de um "porque sim", não me contento com tão pouco. Podia até ter feito uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema, questionando amigos, ou meros cibernautas, ou mesmo ter tentando a sorte num desses locais virtuais, para ver como realmente funciona. Sim, porque confesso: não faço a menor ideia quais os requisitos... se é que os há...
Fui mais longe... Sem querer, e sem sequer permeditar, estava eu aqui no MSN à conversa com um amigo especial, quando a troca de palavras passou de meras insinuações, a altos momentos de verdadeiro êxtase.
Se por um momento, podia parecer estranho, a verdade é que à medida que teclavamos, tornava-se cada vez mais imprescindível fazer com que o outro absorvesse todas as alterações químicas que se íam dando.
O meu coração disparou, a minha respiração estava ofegante, e o meu ritmo a escrever, de forma totalmente ambivalente, decresceu... A nossa fantasia estava a funcionar em perfeita sintonia, e as descrições eram verdadeiramente implacáveis na forma comos nos atingiam. Era altamente envolvente... Tudo o que estava à volta deixou de importar. O que prevalecia era a ansiedade e o desejo de ver reflectido no ecrãn as sensações, as propostas, as provocações, os delírios.
Foram longos minutos de pura poesia. Qual Bocage...
Sentir o outro de forma tão distante, mas ao mesmo tempo tão intensa, foi de facto inebriante. Sentia-me embriagada e tentada a manter o nível. E posso garantir, no que a mim diz respeito, foi até ao limite... apenas por ler e por pôr toda a minha essência e imaginação a funcionar...
Foram criados cenários muito pouco idílicos, mas eficazes, que me faziam projectar até ele. E ele lá, a teclar, proferindo promessas e intenções. Era a loucura! Eu sentia todo o meu corpo a tremer e contorcia-me no prazer provocado pela dissertação que ía escrevendo e que alguém reescrevia e corrigia em cima.
Longos minutos, apenas a usufruir daquele tempo para mim... a gostar do egoísmo que se apoderava dos meus sentidos, mas ao mesmo tempo a partilhá-lo com alguém; e pulsar de desejo por ele. Esperar que todo este enredo o tivesse a afectar de forma absolutamente arrebatadora, da mesma maneira que estava a acontecer comigo.
Não sei, e nunca saberei (com a certeza que um momento in loco o permite) se o balanço dele foi tão positivo como o meu. Mas, confesso que não me preocupo com isso. Os dois estavamos lá, e, apesar da distância, aquele momento pertenceu-nos e eu fui só dele!
Por isso, Sexo virtual, porque não? Desde que não seja apenas a nossa forma de nos relacionarmos com o outro e a forma de nos conseguirmos presentear com minutos de prazer, há que aproveitar o que as novas tecnologias nos oferecem e disfrutar destes momentos únicos, para mais tarde recordar.
Posso garantir, que adorei a experiência, e que fez com que no dia seguinte eu continuasse com um sorriso nos lábios!!!!
Sempre me fez alguma confusão, aquelas pessoas que recorrem à net, em busca de Sexo. Não que eu seja daquelas do tipo "falsas puritanas", mas nunca equacionei que a net podería trazer alguma vantagem sobre esta matéria.
A procura de temas relacionados com sexo, pode ser em si muito entusiasmante. Quantas vezes já não dei por mim a questionar alguns conceitos, ou mesmo a ter dúvidas existenciais que facilmente conseguia aceder a uma qualquer resposta. Tantas outras, que só por uma curiosidade mórbida me perco em alguns blogues e invado a privacidade dos outros, bebendo algumas das suas mensagens.
No entanto, não é a isso que me refiro. Sem qualquer preconceito, falo daqueles, que procuram sites porno e de sexo explícito. Falo sobretudo daqueles que se disponibilizam a fazer sexo para uma webcam, ou simplesmente se querem satisfazer com uma conversa mais libidinosa.
O que é que leva alguns de nós a recorrer a este tipo de estímulo? Será que a nossa vida, em pleno século XXI, é tão preenchida e com um tão ritmo alucinante, que apenas nos permite a disfrutar do nosso corpo em tempo contado?
Será que a busca do prazer fácil, mais do que isso é um prazer rápido, como que uma tarefa que temos agendada para aquela hora em tal dia?
Será que não nos podemos permitir a degustar do toque com os outros, e temos que nos salvaguardar através da nossa capacidade de conhecermos o nosso corpo?
Será que já não confiamos a nossa intimidade à partilha de um espaço comum com alguém?
Ainda que me sobressaltem alguns porquês, e que admita que a resposta possa ser apenas a simplicidade de um "porque sim", não me contento com tão pouco. Podia até ter feito uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema, questionando amigos, ou meros cibernautas, ou mesmo ter tentando a sorte num desses locais virtuais, para ver como realmente funciona. Sim, porque confesso: não faço a menor ideia quais os requisitos... se é que os há...
Fui mais longe... Sem querer, e sem sequer permeditar, estava eu aqui no MSN à conversa com um amigo especial, quando a troca de palavras passou de meras insinuações, a altos momentos de verdadeiro êxtase.
Se por um momento, podia parecer estranho, a verdade é que à medida que teclavamos, tornava-se cada vez mais imprescindível fazer com que o outro absorvesse todas as alterações químicas que se íam dando.
O meu coração disparou, a minha respiração estava ofegante, e o meu ritmo a escrever, de forma totalmente ambivalente, decresceu... A nossa fantasia estava a funcionar em perfeita sintonia, e as descrições eram verdadeiramente implacáveis na forma comos nos atingiam. Era altamente envolvente... Tudo o que estava à volta deixou de importar. O que prevalecia era a ansiedade e o desejo de ver reflectido no ecrãn as sensações, as propostas, as provocações, os delírios.
Foram longos minutos de pura poesia. Qual Bocage...
Sentir o outro de forma tão distante, mas ao mesmo tempo tão intensa, foi de facto inebriante. Sentia-me embriagada e tentada a manter o nível. E posso garantir, no que a mim diz respeito, foi até ao limite... apenas por ler e por pôr toda a minha essência e imaginação a funcionar...
Foram criados cenários muito pouco idílicos, mas eficazes, que me faziam projectar até ele. E ele lá, a teclar, proferindo promessas e intenções. Era a loucura! Eu sentia todo o meu corpo a tremer e contorcia-me no prazer provocado pela dissertação que ía escrevendo e que alguém reescrevia e corrigia em cima.
Longos minutos, apenas a usufruir daquele tempo para mim... a gostar do egoísmo que se apoderava dos meus sentidos, mas ao mesmo tempo a partilhá-lo com alguém; e pulsar de desejo por ele. Esperar que todo este enredo o tivesse a afectar de forma absolutamente arrebatadora, da mesma maneira que estava a acontecer comigo.
Não sei, e nunca saberei (com a certeza que um momento in loco o permite) se o balanço dele foi tão positivo como o meu. Mas, confesso que não me preocupo com isso. Os dois estavamos lá, e, apesar da distância, aquele momento pertenceu-nos e eu fui só dele!
Por isso, Sexo virtual, porque não? Desde que não seja apenas a nossa forma de nos relacionarmos com o outro e a forma de nos conseguirmos presentear com minutos de prazer, há que aproveitar o que as novas tecnologias nos oferecem e disfrutar destes momentos únicos, para mais tarde recordar.
Posso garantir, que adorei a experiência, e que fez com que no dia seguinte eu continuasse com um sorriso nos lábios!!!!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Oportunidades que passam
Hoje ao falar com dois amigos meus, de ambos os sexos, pude perceber que naquele preciso momento em que falavamos de casamentos e relações, lhe - a ele - "caiu finalmente a ficha"!A minha amiga vai casar dentro de 6 meses, e ele ao ouvir a novidade, ficou como que surpreso com esta decisão.
Fiquei a pensar qual o motivo para, tantas e tantas vezes, deixarmos que algumas oportunidades nos passem diante dos olhos, e como que presos a algo que nos limita os movimentos, não conseguirmos deixar de as perder.
Se por um lado, não me fez a mim muito sentido o seu ar estupefacto, o que é certo é que também eu às tantas comecei por presumir o motivo do seu espanto.Há uns 2 anos atrás, altura em que ambos, solteiros, se sentiam fortemente atraídos um pelo outro, só a minha amiga colocou o orgulho de lado e enfrentou o sentimento de frente.
Claro, digo eu! É para isso que cá estamos. Para amar, para dar e se a coisa correr bem, para receber o retorno disso tudo.Ele, por sua vez, assustado ou simplesmente ingénuo, ou até mesmo descrente da sua vontade e do tipo de história que pudesse vir a ser escrita com aquele episódio, foi negando até ao máximo das suas forças todo o envolvimento que se ía instalando.
Com muito sucesso, facilmente a afastou e ela seguiu a sua vida. Conheceu pessoas novas, pessoas que estavam disponíveis a amá-la e a receber o que de tão profundo ela tinha para dar.Agora, ela vai casar e ele... incrédulo...
Com alguma arrogância, arrisco-me a dizer que só agora é que ele percebeu que a perdeu. E que se nada fizer, muito provavelmente nunca mais irá recuperar o que podería vir a ser construído, e quem sabe até fazer dele um homem completo.
Por isso, me pergunto? Porque é que deixamos de viver coisas boas, só pelo medo que elas dão de poderem correr mal?Não é suposto arriscarmos? Não é suposto ser isto que designamos de "viver"? Lutar para que as coisas aconteçam, mas também deixar que o destino faça o seu papel e aproveitar tudo, até à última gota?
Até prova em contrário só se vive uma vez, e parece-me, tal como se diz no senso comum, que devemos viver como se hoje fosse o último dia! E assim, pôr de lado os nossos medos, as nossas ansiedades e acreditar que tudo tem um propósito.Até pode acontecer não termos o resultado sonhado, mas fazer disso um cavalo de batalha, pode ser muito desgastante. Há que aprender com todas estas maravilhosas experiências com que nos deparamos e deixar que os nossos sentidos falem mais alto.
Racionalizar muito quando estamos a falar de sentimentos tão bons como a Paixão e o Amor, parece-me perca de tempo.
Fiquei a pensar qual o motivo para, tantas e tantas vezes, deixarmos que algumas oportunidades nos passem diante dos olhos, e como que presos a algo que nos limita os movimentos, não conseguirmos deixar de as perder.
Se por um lado, não me fez a mim muito sentido o seu ar estupefacto, o que é certo é que também eu às tantas comecei por presumir o motivo do seu espanto.Há uns 2 anos atrás, altura em que ambos, solteiros, se sentiam fortemente atraídos um pelo outro, só a minha amiga colocou o orgulho de lado e enfrentou o sentimento de frente.
Claro, digo eu! É para isso que cá estamos. Para amar, para dar e se a coisa correr bem, para receber o retorno disso tudo.Ele, por sua vez, assustado ou simplesmente ingénuo, ou até mesmo descrente da sua vontade e do tipo de história que pudesse vir a ser escrita com aquele episódio, foi negando até ao máximo das suas forças todo o envolvimento que se ía instalando.
Com muito sucesso, facilmente a afastou e ela seguiu a sua vida. Conheceu pessoas novas, pessoas que estavam disponíveis a amá-la e a receber o que de tão profundo ela tinha para dar.Agora, ela vai casar e ele... incrédulo...
Com alguma arrogância, arrisco-me a dizer que só agora é que ele percebeu que a perdeu. E que se nada fizer, muito provavelmente nunca mais irá recuperar o que podería vir a ser construído, e quem sabe até fazer dele um homem completo.
Por isso, me pergunto? Porque é que deixamos de viver coisas boas, só pelo medo que elas dão de poderem correr mal?Não é suposto arriscarmos? Não é suposto ser isto que designamos de "viver"? Lutar para que as coisas aconteçam, mas também deixar que o destino faça o seu papel e aproveitar tudo, até à última gota?
Até prova em contrário só se vive uma vez, e parece-me, tal como se diz no senso comum, que devemos viver como se hoje fosse o último dia! E assim, pôr de lado os nossos medos, as nossas ansiedades e acreditar que tudo tem um propósito.Até pode acontecer não termos o resultado sonhado, mas fazer disso um cavalo de batalha, pode ser muito desgastante. Há que aprender com todas estas maravilhosas experiências com que nos deparamos e deixar que os nossos sentidos falem mais alto.
Racionalizar muito quando estamos a falar de sentimentos tão bons como a Paixão e o Amor, parece-me perca de tempo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)